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No Dia Mundial da Poesia, perguntamos:
A poesia morreu?
Carmen Barudi, 26, organizadora do grupo Gauche de Literatura em Foz do Iguaçu, escreve há mais de 10 anos:
Qual a temática da sua poesia?
Trabalho com intertextualidade pois quero que os outros leiam e se perguntem de onde saíram as informações da minha poesia. Para que os leitores percebam a conversa entre os poemas. O grupo Gauche nasceu desta necessidade de fazer poesia, pela necessidade de fazer literatura.
A poesia morreu?
Não, de jeito de nenhum. Ela sobrevive na maneira em que as pessoas vêem o mundo e depois se expressam no papel. Acho que existe poesia em tudo, basta saber fazer uma leitura do mundo. A poesia está na pintura, na música, dança, ela existe nas mais diversas formas.
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Mara Lobregat, 42, professora de língua portuguesa em escola de ensino médio. Escreve poesia há 10 anos.
Qual a temática da sua poesia?
Existencialismo
A poesia morreu?
Não. Eu acho que ela sobrevive através de quem busca expressar as emoções. A poesia é isso, a expressão da própria emoção.
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Altamiro Dias, 72 anos, aposentado. Escrevia poesias na juventude, depois "ficou muito tempo sem escrever" e voltou, recentemente, incentivado pela filha de 40 anos de idade.
Qual a temática da sua poesia?
Escrevo sobre tudo um pouco, do amor até outras coisas.
A poesia morreu?
Não, morreu, não. Acontece que as pessoas não estão dando mais valor pra ela. Ela não pode morrer. Mas ela é muito bonita. Pra quem dá valor, ela tem grandes alcances. Os jovens deveriam valorizá-la.
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Fernanda Spíndola, 34 anos, professora de língua portuguesa.
Escreve há cinco anos, mas só teve sua primeira poesia publicada no final do ano passado, na revista Escrita
Qual a temática da sua poesia?
São tantas coisas, mas escrevo mais sobre romances.
A poesia morreu?
Não. Eu acho que ela vive na memória, na alma, no coração. E sobrevive através do tempo e da história.
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Ana carolina, 23 anos, acadêmica de Letras. Escreve a mais ou menos sete anos.
Qual a temática da sua poesia?
As minhas poesias falam sobre a vida e as limitações impostas, os desejos, as perdas e as dores do ser humano.
A poesia morreu?
Não, ela não morre. Porque sempre tem um teimoso pra gritar lá no fundo da sala: “Ei! Olha aqui, eu sou poeta!”. Ela pode até viver um pouco sufocada pelas outras manifestações artísticas, mas morrer ela não morre. Ela resiste ao tempo por estar sempre se reinventando em formas e sentidos.
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