Caderno de Bordo da Escrita 8.
Veja de onde vem toda essa gente
Minas, Bahia, Argentina, São Paulo, Rio Grande do Sul estão nesta revista. E se fosse necessário, poderíamos formar um mapa extenso para localizar de onde saíram nossas páginas. Mas o que importa realmente é que vieram da observação emocionada do mundo em leituras feitas pelos artistas que as enviaram. Cada colaboração para a edição da revista tem a sua micro história. Conheça algumas delas com seus detalhes.
A capa, por exemplo, nasceu de uma oficina de fotografia (clique para ver a exposição virtual)ministrada pela fotojornalista Áurea Cunha no primeiro semestre deste ano. Entre seus alunos estava Luciana Chiyo, sua sensibilidade e a sua preocupação ecológica. Deste conjunto haveria de nascer "Esfinge", uma fotografia que reúne conceitos de composição aprimorados e o discurso ambientalista de que o registro da imagem dos pássaros é uma das formas de protege-los.
Mundo meu - Nem bem havia aberto a loja central da Suqtel em Foz do Iguaçu naquela terça e um rapaz franzino, com a roupa suja de terra e capacete da construção ncivil, declamava Vinícius e Olavo Bilac no balcão da pastelaria. O garçon Rodrigo, um ávido leitor dos materiais da Guatá, apresentou-me como quem responderia pela revista Escrita. Perguntei se Celso Sanots, este era o nome do operário, gostava de ler poesia e a resposta veio na forma de dois poemas de sua autoria e um breve relato das andanças de um servente de pedreiro. Vinte e três anos, uma origem caponesa no norte velho paranaense, ensino médio completo, um sonho de ainda se transformar em locutor de rádio e algumas poesias musicadas ou não. Feito "Mundo Meu" uma das duas que a Revista Escrita 8 carrega.
Em meio à algazarra dos colegas de café e cavações da valeta de um futuro muro da agência bancária vizinha à pastelaria, um estímulo para que o garçon também tirasse das gavetas seus escritos.
Chapada Diamantina - Juvenal Payayá é liderança de uma etnia indígena que no interior da Bahia luta para tewr seus direitos como tal reconhecidos pelo Estado brasileiro. Conheceu a Guatá através de amigos comuns de Belo Horizonte, MG, que sempre divulgam nossos trabalhos. Passou a receber o Boletim deste site e, no mês passado, enviou mostras de seu amor pela Chapada Diamantina. Sua poesia fala de um cenário que o inspira e o transforma ao mesmo tempo em personagem. Juvenal é professor na comunidade da Cabeceira do Rio, BA.
O olhar de Angelita - Ela conheceu a revista através de Emerson Dias, seu professor no curso de jornalismo que frequenta em Maringá. Dias, que já foi repórter em Foz do Iguaçu e teve um conto seu publicado em uma edição mais antiga da Escrita, deu o contato. Angelita Machado então resolveu agir. Primeiro pediu para colaborar com a circulação da revista entre os estudantes do curso e depois ofereceu suas experiências com fotografia para a Escrita. O olhar de Angelita o qual nomeamos "Caminho" ajuda a montar o mosaico desta edição.
As palavras de Liz Barros e a língua de AzidA - No meio de um Café com Teatro, lá está a banca de leitura da Guatá. E lá aparece uma menina e seus escritos sobre o amor. Avisa que escreve, e é Liz, querendo contato. No dia seguinte, os poemas chegam, disputam espaço, avizinham-se da ilustração da portenha AzidA.
A edição 8 da revista Escrita pode ser adquirida na Livraria Kunda, Banca Caruso, Sebo Foz e Sebo Cultural, Restaurante Boa Mesa, Restaurante Dell´Atos, Bar Zeppelin, Bar Casulo ou, ainda, sob pedidos diretos à Associação Guatá, através do email guata@guata.com.br. O preço de cada exemplar é de R$ 5,00.