Peças artesanais produzidas por
avás-guaranis são exportadas para a Europa.
O homem europeu aportou por estas paragens, trouxe consigo além da cobiça e ganância, o desprezo pela cultura dos povos originários, primeiros habitantes da América. O conquistador tinha os olhos voltados apenas para os recursos naturais e para a mão-de-obra escrava dos indígenas.
Agora, mais de cinco séculos depois, um grupo de indígenas da aldeia do Ocoy, situada na cidade de São Miguel do Iguaçu, no oeste paranaense, opera um processo inverso, de exportação de seus saberes e fazeres artísticos tradicionais. Formado principalmente de mulheres, o grupo comercializa peças artesanais com os países da Europa, especialmente a Suíça, através da mediação entre a Itaipu Binacional e a Gebana empresa suíça que atua no Brasil.
Entre os produtos revertidos ao velho mundo, que atingiram mais de duas mil peças, somente numa remessa, constam colares, bolsas, réplicas de animais, entre outros acessórios. Desta venda, cada cooperada recebeu pouco mais de mil reais, que melhora o orçamento doméstico de cada família.
O artesanato é confeccionado por mãos ligeiras e habilidosas das índias guaranis que vivem na comunidade Tekoha Ocoy. As artesãs manipulam a palha, sementes, couros e outros materiais.
Além da exportação, as indígenas vendem os produtos através da internet e em feiras locais.
(Com informações da Assessoria de Imprensa da Itaipu/fotos: JIE).