As cidades de fronteira, diz o historiador Luiz Eduardo Catta, professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), têm características muito peculiares que as distinguem de todas as demais. A singularidade destas áreas reside no fato de que nestes espaços as relações culturais, econômicas, políticas e sociais perpassam o cotidiano de sua população e se situam num terreno de frenéticas interrelações humanas, de todas as ordens.
Para desvendar os mistérios da vida na fronteira, o professor Catta acaba de lançar o livro “A face da desordem – Pobreza e estratégias de sobrevivência em uma cidade de fronteira (Foz do Iguaçu/1964-1992)”, pela Editora Blucher. O obra, de 440 páginas, retrata um período da história de Foz do Iguaçu, cidade que acolhe o escritor e professor universitário.
Estacionada na região da Tríplice Fronteira entre o Brasil, Paraguai e a Argentina, Foz do Iguaçu experimentou rápido processo de crescimento econômico e de expansão populacional, desde a década de 1960. Em seu livro, Catta demonstra os conflitos existentes entre os atores sociais locais, e as formas de sobrevivência encontradas pelas camadas populares da população.
Luiz Eduardo Catta é formado Formado em História pela Universidade de São Paulo (USP). Doutor em História Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF) é professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). É autor do livro "O cotidiano de uma fronteira: a perversidade da modernidade", lançado em 2003 pela Editora da Unioeste (Edunioeste).
Serviço: Lançamento do livro
“A face da desordem – Pobreza e estratégias
de sobrevivência em uma cidade de fronteira (Foz do Iguaçu/1964-1992)”.
Quando: 20 de novembro, às 19 horas Onde: Kunda Livraria Universitária Informações: (45) 3523-4606