COMUNICAÇÃO
Sem fronteiras entre as culturas
Na Tríplice Fronteira, site sugere integração entre os povos árabes e brasileiro

“A notícia vive nos becos, nas vozes mais apagadas, nas praças invisíveis do fazer humano e no anonimato de uma imprensa focada pra outro norte”. Com esta definição de produção jornalística, o site Al Hudud, destinado a veiculação de notícias e informações sobre o mudo árabe, acaba de ganhar uma versão com tradução literal em português: “A Fronteira”.
A iniciativa, lançada neste dia 11 de fevereiro, é dos libaneses naturalizados brasileiros, Ali Salman Farhat e Yassine Ahmad Hijazi, que vivem em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina, cidade que também sedia o veículo de comunicação.
O portal bilíngüe se propõe a ser um canal de interlocução entre as realidades brasileira e a do oriente médio, promovendo a integração entre estes dois povos de forte vinculação. Esta conexão, explica-se, deve-se ao fato de a região abrigar uma das maiores comunidades árabes, formada especialmente por libaneses, mas que também reúne palestinos, jordanianos e sírios, entre outras nacionalidades.
Conforme explica Yassine Hijazi, a versão em português das notícias irá retratar os acontecimentos do Oriente Médio e a versão em árabe irá abordar o cenário brasileiro sempre a partir de um olhar independente, particular e cujo conteúdo não é encontrado nos grandes meios de comunicação, mesmo os eletrônicos. A Palestina será um dos assuntos principais a serem tratados no site.
A liberdade proposta pelo portal pretende oferecer visibilidade a personagens e notícias que normalmente são relegadas a um segundo plano pelos veículos da imprensa comercial. No caso das notícias árabes, a meta é superar a visão ocidental, marcada por visões estreitas e estereotipadas sobre a cultura vivenciada nesta parte do planeta.
Mais que retratar e veicular fatos e notícias, “A Fronteira/Al Hudud” destina-se a contribuir com a reflexão crítica sobre os acontecimentos de interesse de árabes e brasileiros, sejam eles de cunho local ou de grande repercussão. A ideia é oferecer uma visão mais abrangente sobre os temas, buscando identificar as implicações sociais, desvendar as histórias e localizar os interesses que cercam cada movimento da vida social.
Para isso, o site conta colaboradores que farão análises especiais sobre diferentes temas. Além disso, “A Fronteira/Al Hudud” conta a editoria de Sônia Vendrame, experiente jornalista da fronteira e profissional dedicada a descortinar os meandros e interesses da grande imprensa.
Já em sua primeira edição, o portal aborda a convulsão social no Egito, país do norte da África que luta para derrubar o seu ditador, encastelado no poder há cerca de três décadas, com o apoio dos Estados Unidos. Com este mesmo tema, vale menção o texto de Ali Farhat, conclamando a presidente brasileira Dilma Rousseff a engrossar o coro pela renúncia do ditador egípcio.
A versão em português estreou nesta manha de sexta-feira, 11 de fevereiro. Já o site em árabe está no ar desde o dia 05 de dezembro.
Para ler “A Fronteira”, clique aqui.
Para ler “Al Hudud”, clique aqui.
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(Paulo Bogler/GUATÁ/)
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