Livro de Wison Bueno é escolhido o melhor
do ano por associação de críticos.
O livro “Mano, a morte está velha”, do escritor Wilson Bueno, foi considerado o melhor romance do ano pela A Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O anúncio foi feito esta semana, durante solenidade que reconhece as melhores produções nacionais, abrangendo as áreas de cinema, dança, literatura, música, rádio, teatro, televisão, artes visuais e arquitetura.
O prêmio da APCA reúne mais de 50 jurados de diferentes áreas, sendo uma das seleções de maior referência entre os artistas brasileiros.
Wison Bueno é paranaense, considerado um dos expoentes da literatura brasileira contemporânea. A sua obra começou a extravasou as paróquias literárias com o livro “Mar Paraguayo”, de 1992, onde aborda de forma sutil e criativa as ditaduras latino-americanas. A obra foi escrita em portunhól, mistura dos idiomas português, espanhol e guarani.
Entre outras publicações, o escritor “pé vermelho” lançou “Bolero´s blues”, em 1986, recebendo muitas referências por parte do poeta Paulo Leminki. Este livro foi relançado mais tarde, em 2007, pela editora curitibana Travessa dos Editores, em edição dupla que incluiu “Diário vagau”.
O romance de Wilson Bueno premiado pela APCA, “Mano, a morte está velha”, é um texto autobiográfico que retrata as memórias, os sentimentos e parte da experiêniia vivida pelo escritor. A prosa, de 158 páginas, é uma obra póstuma, lançada pela Editora Planeta. O escritor foi assassinado em sua própria casa, em 2010.
Wilson Bueno nasceu no Norte do Paraná, na cidade de Jaguapitã, mas viveu muitos anos em Curitiba. Além de escritor, também foi jornalista e crítico literário.