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VÍDEO

 

A São Paulo que luta contra a sua gente 

Documentário espanhol mostra as contradições
da maior e mais rica cidade brasileira.


As idiossincrasias não resistem ao poder do dinheiro e à especulação. Mais forte que sotaques, cores e tipos que se juntam e dão forma a um tipo específico de gente, de um mesmo lugar e em um só tempo, é a voracidade capital.

LUZ | subtitulado from Left Hand Rotation on Vimeo.

 

Ao completar 458 anos, meste dia 25 de janeiro, a cidade de São Paulo não conseguiu ainda expurgar os infortúnios e eliminar as contradições que deixam menor a maior entre todas as cidades brasileiras.

Há cidades que costumam ser muitas e nenhuma, ao mesmo tempo. São Paulo é assim. Acolhe a todos que chegam sem olhar a origem. Depois os deglude e os ignora. É assim com os milhares de pobres e excluídos da cidade, da Cracolândia ou do Pinheirinho, não importa. Quase sempe, algum desses grupos de despossuídos macham o amarelo reluzente das fortunas e os clarões das indústrias, que tal como as locomotivas do início da era industrial olham sempre para a frente, ignorando quem está do lado ou aquele que ficou pelo caminho, sem pernas para acompahar o progresso.

O documentário “Luz” retrata a luta social e política dos moradores da região central de São Paulo, nos bairros Luz e Santa Ifigênia, e a resitência à política urbana que prioriza o avanço do capital em detrimento das pessoas e de suas culturas. O filme mostra o processo de estigmatização da região, conhecidas como “cracolândia” e o poderoso jogo de interesses envolvidos no projeto batizado “Nova Luz”, patrocinado pela Prefeitura Municipal e que prevê a remoção de pessoas e a destruição de casas e edificações.

O documentário integra o projeto “Museu de los Desplazados”, uma plataforma que reúne os registros de comunidades, povos e grupos populares ou subalternizados, por diversaspartes do mundo. A produção foi feita pelo grupo espanhol de intervenção artística Left Hand Rotation. No filme, os produtores abordam o termo “gentrificação” para descrever o processo que envolve o plano do governo de São Paulo”. O termo designa o empobrecimento dos espaços urbanos mediante a retirarada e a eliminação das populações moradores tradicionais.

Ao longo do fime, as contradições do projeto de desocupação da região e sua ligação com setores especulação imobiliária são contadas pela pela jornalista Paula Ribas, a arquiteta Simone gatti e a urbanista e professora universitária Raquel Rolnik, as três agentes de resistência à proposta “Nova Luz”.

O filme é uma revela parte das contradições sociais existentes em São Paulo. Como em todas as partes do mundo, em conflitos entre as camadas populares e os interesses das elites, o Estado e suas instituições assumem a posição ao lado do poder e do capital, em detrimento dos seres humanos, suas histórias e suas culturas.

 

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(Guatá/Paulo Bogler)



    

 
 

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