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MOVIMENTO
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População indígena luta por direitos e reconhecimento de sua cultura.


Indios se mobilizam contra a reestruturação da Funai

 

            A população indígena, representando cerca de 20 etnias, ainda resiste à reforma administrativa da Fundação Nacional do Índio (Funai), promovida pelo Governo Federal. Cerca de 900 índios fazem vigília em frente a prédios públicos onde funcionam órgãos do governo, em Brasília. A justiça determinou a desocupação do edifício da Funai, ocupada pelos indígenas, desde o dia 11 de janeiro.

            Entre as demandas dos índios, consta o pedido de reabertura dos postos indígenas, a imediata exoneração do presidente da Funai a e revogação do decreto de reestruturação da entidade de apoio ao índio.

            Além dos protestos na Capital Federal, a população indígena reagiu às medidas governamentais com mobilizações por todo o país. As lideranças do movimento baseiam-se na Declaração da Organização das Nações Unidas sobre os Povos Indígenas,  na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e na legislação brasileira, para exigir que comunidade indígena seja consultada sobre todas as ações que interferem na vida deste grupo social.

            Os índios denunciam que a direção da Funai promove a divisão e a luta interna entre a população originária, ao invés de procurar o entendimento e o diálogo. As lideranças também acusam o governo brasileiro de ser conivente com grupos econômicos que atuam nas áreas de reserva indígena.

            Através de uma nota pública, os índios afirmam que a ação realizada por eles é em favor do Brasil: “Pela defesa da natureza em harmonia; pela defesa da diversidade de formas de organização política, social e econômica, a essência da diversidade cultural; pela autonomia dos Povos  Indígenas para expressar sem intermediários as suas visões de mundo e estabelecer diálogo imprescindível para todos e todas com as vários civilizações, indígenas e não-indígenas de todo o mundo”.

            Os índios mantêm um blog na internet, onde reúnem notícias da ocupação. Para acessá-lo, clique aqui

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            ENCONTRO – Como parte do esforço da população indígena em ampliar os espaços de atuação, reconhecimento e de respeito à cultura aborígene, a aldeia Tekoha Añete, localizada no município de Diamante D´Oeste, na região oeste do Paraná, aguarda a vinda de 800 indígenas guarani, entre os dias 2 e 5 de fevereiro.

            A proposta é fortalecer um espaço de intercâmbio e de organização dos povos guarani de diversas etnias, que vivem em vários países latino-americanos, como o  Chiriguano, da Bolívia, os Kaiowa, Ñandéva e Mbya, do Brasil, os Ache-Guayaki, Kaiowa, Mbya e Ava-Guarani, do Paraguai e o Mbya, da Argentina.

            Encontro dos Povos Guarani da América do Sulreunirá, além das lideranças indígenas da etnia, autoridades e convidados dos países participantes. Nos dois primeiros dias do evento serão voltados para as  plenárias constituídas exclusivamente por indígenas. O terceiro e último dia serão dedicados à apresentação das considerações e deliberações tomadas em assembléia às autoridades presentes

            O evento é uma promoção do Ministério da Cultura (MinC), Itaipu Binacional, Prefeitura Municipal de Diamante D´Oeste, entre outras instituições.

      

(Guatá)


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