Rio Paraná é palco de documentário
de autoria de produtora curitibana.
Filme também irá abordar
o desaparecimento das Sete Quedas.
Imagens sendo tomadas acima do vertedouro de Itaipu. Foto: JIE
As águas possantes do Rio Paraná formavam uma garganta de cerca de três quilômetros, com 18 cataratas e vários canais na região de Guaíra, cidade do oeste paranaense. Em 1982, os Saltos das Sete Quedas, belezas naturais fantásticas e atrativo de milhões de turistas, foram submersos para a construção do reservatório que iria alimentar a usina de Itaipu, maior hidrelétrica do mundo.
Esta e outras histórias do Rio Paraná serão contadas pelo documentário “Deserto d`água”, da produtora curitibana Heloísa Passos, que deverá ser lançado neste ano, em meados de junho. A cineasta acaba de filmar na Itaipu Binacional, onde estão presentes as grandezas da natureza e do homem, a primeira, gerando muita água e a segunda, domando as águas do rio, segundo explica Heloísa.
O documentário foi contemplado pelo edital de cinema e vídeo do Paraná, em 2008, tendo sido rodado em 2009 e, agora, estão sendo feitas filmagens em Guaíra. Onde se formavam as Sete Quedas, produção do filme planeja captar imagens das quedas submersas.
“Deserto d`água” irá abordar aspectos do Lago de Itaipu, formado para alimentar a Usina de Itaipu, apresentando as visões antagônicas sobre o impacto social e ambiental desta operação humana que criou um lago artificial que tem aproximadamente o tamanho do deserto do Saara.
A produtora Heloísa Passos revela que o filme será uma espécie de “ensaio fotográfico”, recorrendo a muitas imagens tomados da imensidão de águas.
A película, de 54 minutos de duração, é filmada no formato de televisão, sendo considerada por isso, um vídeofilme.