Aproximadamente 800 índios da etnia guarani preparam o documento final do Encontro dos Povos Guarani da América do Sul, com a presença de indígenas do Brasil, da Bolívia, do Paraguai e da Argentina. É o maior encontro do povo guarani, que tem como sede a aldeia Tekoha Añetete, localizada no município paranaense de Diamante D`Oeste.
O documento aprovado pelos participantes do encontro trata de formas de intercâmbio cultural entre a etnia, a relação com os não-índios e de questões relacionadas ao território, disputas por terras e às condições de vida guarani. A carta será entregue a autoridades dos países representados no fórum.
Somente no Brasil, existem 60 mil integrantes deste povo, espalhados por sete Estados. Na Bolívia, os guarani formam uma comunidade de cerca de 80 mil pessoas. No vizinho Paraguai, a cultura guaranítca está bastante enraizada entre a população.
O Encontro dos Povos Guarani da América do Sul está sendo realizado pelo Ministério da Cultura, Itaipu Binacional e outras instituições.
As atividades do encontro estão sendo gravadas e serão matéria de um documentário, produzido por índios Guarani-Mbya, do Rio Grande do Sul, e Kaiowá, do Mato Grosso do Sul. ATV Cultura também produzirá um documentário sobre a iniciativa.
IMPASSE – Enquanto isso, permanece o impasse entre os indígenas que protestam contra a reestruturação da Fundação Nacional do Índio (Funai), pretendida pelo Governo Federal. Em todo o país, as populações originárias protestaram contra a medida, que irá fechar postos da Funai em diversas comunidades.
Desde 12 de janeiro, representantes das comunidades indígenas realizam protestos em diversos Estados, No Paraná, o decreto prevê a extinção dos escritórios regionais. Com isso, os mais de 20 mil índios que vivem no Estado passam a ser subordinados a escritórios da Funai de Florianópolis e Chapecó, em Santa Catarina
Em Londrina, na região Norte do Estado, índios caingangue, guarani e xetá estão mobilizados contra o decreto. No início da semana, o grupo destruiu um carro da Funai; depois, organizaram protestaram nas ruas centrais da cidade. Os indígenas ameaçam destruir torres de transmissão de energia, caso não sejam atendidas as suas reivindicações.