Obra de teatro, escrita em guarani, retrata o período da ditadura de Stroessner
O escritor paraguaio Néstor Amarilla, de 30 anos de idade, poderá ser mais jovem agraciado com o Prêmio Nobel de Literatura. A Academia Sueca foi conquistada pelo texto de teatro “Fecha feliz”, escrito em guarani, ambientando um cenário de ditadura e opressão, conforme relatou o jornalista Nemesio Barret, que vive na Suécia, ao jornal “La Nación”.
Amarilla, que segundo Barret já figura na segunda fase de seleção, entre menos de 50 nomes, é o sexto paraguaio a ser indicado para receber o Nobel. Antes dele, Augusto Roa Bastos concorreu diversas vezes, com a sua obra “Yo:El Supremo”, traduzida inclusive para o sueco e que continha diversas expressões no idioma guarani.
As informações dão conta de que “Fecha feliz” passou a ser considerada pelos promotores do Nobel a partir de sua divulgação em redes sociais, como o facebook e um blog literário.
Praticamente desconhecido em seu país, a candidatura de Nestor Amarilla foi proposta pela professora Fúlvia Sánchez de Coronel, que leciona literatura espanhola e guarani. Na obra, o escritor conta a história de seu próprio pai, durante da ditadura de Alfredo Stroessner.