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As diferentes forma de ver a vida

  Revista Escrita, publicação da Associação Guatá, se confirma como alternativa de expressão das diferentes formas de enxergar a vida.

Ilustração de Loli Cruz, publicada na Escrita 3.

A expressão humana não pode ser contida. Ela transborda horizontes e adquire formas e tonalidades incontroláveis. O mundo não seria o mosaico complexo e multiforme que é – sequer seria esse o mundo –, não fosse a capacidade criadora do gênero humano.

E a Associação Guatá – Cultura em Movimento, com a publicação da Revista Escrita, põe-se a contribuir com a circulação e a produção das variadas formas possíveis de expressão. Por meio dos trabalhos e obras assinados por diferentes colaboradores, de várias localidades, a entidade propõe-se canal de manifestações que embalam e extravasam a caminhada de homens e mulheres.

Entre os autores participantes de Escrita, alguns são experimentados, acumulando materiais publicados e com reconhecimento do público. Outros, por sua vez, entregam os trabalhos à apreciação dos leitores de maneira descompromissada, mas não menos expressiva, com o simples propósito de demonstrar os sentimentos, as angústias, as esperanças e as experimentações da vida. O ponto de encontro está no fato de que em ambos os casos, o objetivo é o de externar sensações e promover a comunicação com o outro.

Na edição número três da Revista Escrita, ainda em circulação, entre textos e imagens, o leitor pode estabelecer contato com a sensibilidade e a expressão do agente cultural Altamiro Manoel Dias, através de seus poemas cedidos à publicação. Seo Altamiro tem 70 anos de idade e, como ele mesmo diz, espera que Escrita continue como um espaço aberto para a participação de todos. “É um incentivo para a gente continuar a escrever. Também é importante que cada vez mais pessoas possam participar”, incentiva o poeta, que já tem programada a realização de uma oficina de poesia, dirigida a crianças da Escola Municipal Adele Zanotto Scalco, localizada no Porto Meira, região popular de Foz do Iguaçu.

De geração mais recente, a contabilista Tatiani Lopatiuk salpicou de muito tempero, as páginas da publicação. Ela que se dedica a escrever crônicas, há pelo menos seis anos, conta que não imaginava publicar o material em outro veículo que não fosse o blog pessoal, que mantém na internet. “Considero válida toda forma de incentivo à cultura. Fiquei feliz em ver editada na Escrita, minha literatura que foge um pouco do convencional. Aqui em Foz do Iguaçu, há um tipo de estigma: parece que as pessoas só podem escrever sobre as Cataratas ou a Tríplice Fronteira. Isso é um pouco limitador”, desabafa Lopatiuk.

E vai além, referindo-se à diversidade apresentada nas páginas da Revista Escrita: “a revista tem um valor maior, pois transita além dos lugares-comuns. Sobretudo para mim, que gosto de escrever sobre a cultura pop, o meu cotidiano e as coisas que me afetam”, finaliza, entusiasmada.

Escrita ainda se distingue pela forma de circulação. Através do Programa Tirando de Letra de Incentivo à Leitura, a Associação Guatá distribui gratuitamente parcela da tiragem da revista, entre estudantes de escolas públicas do município. A edição número três já foi entregue aos alunos e professores das escolas Paulo Freire, Bartolomeu Mitre, Flávio Warken, Ipê Roxo e Colégio Agrícola, estabelecimentos públicos de ensino médio. Ainda terão oportunidade de conhecer a presente edição, mais quatro escolas da região Oeste. Também foram distribuídos exemplares aos representantes de diversos núcleos regionais de educação do Paraná para um primeiro contato com a política editorial do “Tirando de Letra”.

A circulação dirigida de Escrita alcança uma lista de endereços que inclui gratuitamente bibliotecas públicas, associações culturais, pontos de cultura do MinC e de movimentos artísticos e sociais no Brasil e no exterior.

Para adquirir a Revista Escrita, entre em contato pelo e-mail: guata@guata.com.br.

 

 
 

 

 

 
 
 
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